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domingo, 18 de setembro de 2016

Ponto turístico muito visitado!

                                                  Ponto turístico muito visitado!

Para quem não vai muito ao Morro Botucaraí acha que este ponto turístico só é visitado por turistas na semana Santa, mas não; o Botucaraí é frequentemente visitado por turistas de toda a região. Já tínhamos constatado isso desde 2009 onde passamos a frequentar, pode-se dizer; mensalmente;dai  vemos como é importante este ponto turístico,o morro merece nossa atenção.





Hoje, exemplificou bem isso, fui recolher o lixo das lixeiras (doadas pela Prefeitura e colocadas por nós) e tive a curiosidade de contar os turistas que frequentaram o nosso ponto turístico mais indefeso; bem das 13:00hs até as 16:00hs, foram 16 carros,4 motos, sendo um total de 62 pessoas, não sei como foi pela manhã, onde geralmente os turistas optam em fazer a trilha por ser um horário mais agradável. Veja as duas fotos abaixo:








Peço desculpa aos turistas que vão até o pé do Botucaraí e aos outros pontos turísticos da Cidade, sei que as vezes vocês se sentem mal amparados, orientados, enfim, isso irá mudar, vai ter sim uma maior atenção a estes turistas que hoje vieram de Cachoeira do sul, Encruzilhada do sul, Santa cruz do sul, Vera cruz, Sinimbu, Novo Cabrais, Passa Sete, Candelária, e aqueles que visitaram a montanha em um momento próximo, mas já vi que isso vai mudar...



Desculpa por ter pouca informação de direção de trilha, informação da história, informação das espécies da flora da fauna... há obrigado aos turistas que hoje devolveram ao seu ninho no oco da arvore o filhote de ouriço cacheiro. Veja a foto abaixo:









Desculpa ao e-mails que respondo de todos as localidade do Rio Grande do Sul, de por enquanto não poder atendê-los satisfatoriamente, mas isso irá melhor muito em breve, veja como tenho que responder alguns e-mails:


“Olà xxxxxxx
Desculpe não ter visto o e-mail antes, pois bem a trilha não é como a tua região, bem sinalizada, mas é um lugar muito lindo e a Cidade de Candelária é muito acolhedora, a trilha que vai ao topo do Morro Botucaraí é rustica você estará em meio a natureza, e terá a oportunidade de subir ao Morro isolado mais alto do RS. Olha não precisa de guia mas posso gentilmente guia-los; na cidade todos lhes darão informações, tem uma placa indicando, meu telefone pessoal é (51)xxxxxxxx, leva 45 min para ir  do pé até o topo, tem água pura na fonte, vai ser um passeio para retornar outras vezes..
Fico a disposição...”



A Montanha hoje estava silenciosa (sem vento), só ao longe estava um pouco enfumaçado para fotografar, a trilha estava limpa e um clima agradável para caminhar. Vi várias famílias aventureiras levando seus filhos para conhecer a montanha isolada mais alta do Estado.







Fui retirar o lixo das lixeiras, foram 5 volumes, que se evitou ficar jogado ao longo da trilha, o ideal é que todo o lixo que é levado ele retorne junto com o turista; mas enquanto isso não acontece; vamos fazendo o possível para manter a trilha limpa. Veja as Fotos:












Marcelo/Grupo Gaaia.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Jataí (Tetragonisca angustula)




A criação de abelhas Jataí (Tetragonisca angustula) tem se firmado como uma boa opção aosmeliponicultores. A Jataí tem algumas vantagens sobre as africanizadas ou europeias, pertencentes à família Apis: é uma abelha bastante rústica, que tem grande capacidade para fazer ninhos e sobreviver em diferentes ambientes, inclusive em zonas urbanas. 


A Jataí utiliza os mais variados locais para nidificação. Isso promoveu sua adaptação, inclusive ao meio urbano, o que não ocorreu com a maioria das espécies de abelhas nativas, exclusivas nidificadoras de ocos em troncos de árvores.

Visitam plantas cultivadas e fazem os ninhos em diferentes tipos de cavidades como as de tijolos, caixas de luz, cabaças, latas abandonadas, além de ocos de árvores vivas quando em ambientes mais naturais ou arborizados. 


A facilidade que a Tetragonisca tem para ocupar lugares variados para nidificação, adaptando-se às grandes cidades, influencia positivamente o sucesso evolutivo da espécie, mesmo com os grandes desmatamentos e as queimadas constantes nas florestas naturais do Brasil.

Ocorrência
Abelha Jataí é nativa do Brasil, com ampla distribuição geográfica - é encontrada do Rio Grande do Sul até o México.

Morfologia

A Jataí possui cor amarelo-ouro e tem corbículas pretas (aparelho coletor onde o pólen é recolhido). Também, não possui ferrão. É uma abelha muito mansa, no máximo, dá uns pequenos beliscões ou gruda cerume nos intrusos quando se sente ameaçada. Essa característica permite que ela seja criada perto de casa, de pessoas e animais sem oferecer riscos de ataques. 




Ninho

O ninho construído pela Jataí é praticamente em forma de disco. Cera e resina separam o ninho como se fosse uma proteção, tanto na parte superior quanto na inferior do núcleo. A essa mistura de cera damos o nome de batume.

Os favos são construídos no sentido horizontal, em camadas sobrepostas. Quando as últimas células ainda estão com ovos na parte superior, as que estão na parte inferior arrebentam-se para conviver com as demais, tendo-se, assim, uma sequência de reprodução.

Na entrada do ninho é construído um tubo de cera, o qual é fechado durante a noite, deixando-se pequenos orifícios, como uma espécie de teia, a fim de permitir o arejamento interno.

Mel

O mel da Jataí, além de saboroso e suave, é bastante procurado por suas propriedades medicinais. É usado como fortificante e anti-inflamatório, em particular dos olhos. Além do mel, a Jataí produz própolis, cera e pólen de boa qualidade. Em comparação com as abelhas com ferrão, produz menor quantidade, mas o preço de venda é bem maior: um litro desse mel pode chegar a 100 reais.

É interessante lembrar que as abelhas armazenam separadamente o pólen e o mel em potes de tamanho semelhantes. Os potes de mel podem ser reconhecidos, porque são mais transparentes, enquanto os de pólen são opacos.
Abelhas sem ferrão - Jataí (Tetragonisca angustula)

Guarupu (Melipona bicolor)




Guarupu (Melipona bicolor) é uma abelha social da subfamília dos meliponíneos, de ampla distribuição brasileira. Também é conhecida pelos nomes de Fura-Terra, Garapu, Graipu, Guaraipo, Guarapu e Pé-de-Pau. Essa espécie é muito mansa, proporcionando um fácil manejo. A Guarupu apresenta poliginia, isto é,  mais de uma rainha no mesmo ninho, o que é raro entre as abelhas sem ferrão.

Essa espécie é muito rústica, mas com o fator feromonal em destaque. Necessita de lugares sombreados e alimentação, em igual proporção de água e açúcar. Desta forma, ao desidratar o xarope, as Guarupus são beneficiadas com a umidade interna da colmeia.


Morfologia


Melipona bicolor atinge até 9 mm de comprimento e possui coloração preta com a cabeça manchada de amarelo, construindo ninhos em árvores ocas, especialmente na base, e produz mel apreciado


Ocorrência


A abelha Guarupu é encontrada no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, em São Paulo, no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. A Guaraipo da Região Sul é a  Melipona bicolor schencki ou Guaraipo Negra e está incluída na lista de espécies ameaçadas de extinção.


As rainhas da Melipona bicolor

Na espécie de abelhas Guaraipo, há mais de uma rainha na colônia. Nem todas as operárias são irmãs, algumas são primas ou exibem outro grau de parentesco, visto que as múltiplas rainhas tendem a ser mães e filhas ou irmãs. Em compensação, para reforçar os laços familiares, cada rainha parece cruzar com apenas um macho, isto garante a manutenção de sua genética.

A organização social típica da Guaraipo são colônias com 2 ou 3 rainhas e, às vezes, até 4 ou 5. Já se viu essa característica esporadicamente em outras espécies, mas não como padrão da espécie. Ninhos comandados por mais de uma rainha são um traço mais comum em colônia de Vespas e de Formigas.


Outro dado surpreendente da Guaraipo: as rainhas convivem em tranquilidade, sem grandes disputas, em um mundo onde a partilha de liderança não parece ser empecilho ao desenvolvimento do grupo.


Ninho



O ninho da Melipona bicolor fica rente ao solo, dentro de cavidades de árvores. Na serra do Rio Grande do Sul, a Guarupu nidifica tanto próximo ao chão quanto em alturas maiores, em proporção similar. A entrada do ninho, assim como da maioria das meliponas, é feita com barro. No interior da colmeia, os favos têm uma disposição espiral, cobertos por um invólucro de várias camadas de cerume. Ao redor do favo, estão os potes ovais onde ficam armazenados os alimentos (mel e pólen).


Mel


O mel desta espécie é bastante saboroso.

Abelhas sem ferrão - Guarupu (Melipona bicolor)

Abelha-Limão



Lestrimelitta limao é popularmente conhecida como Iraxim, Iratim, Arancim, Aratim, Canudo, Sete-Portas, Limão, Limão-Canudo e Abelha-Limão (por exalar um notável cheiro de limão). É uma abelha social da subfamília dos meliponíneos. Constrói um grande ninho de barro, preso entre os galhos, com entrada tubiforme. É uma espécie pilhadora, vivendo exclusivamente do saque a outros ninhos. A Abelha-Limão só sobrevive em áreas onde haja grande densidade de ninhos de outras espécies.

O sucesso no ataque a outras colônias dá-se por liberação de terpenoides voláteis, das secreções cefálicas (das glândulas mandibulares), que provocam a dispersão dos indivíduos da colônia hospedeira e a consequente pilhagem. Por isso, o cheiro semelhante a limão que estas abelhas exalam, que a faz receber o nome popular de Abelha-Limão.

Ocorrência

Abelha-Limão é encontrada na Bahia, em Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Morfologia

A espécie mede cerca de 7 mm de comprimento, tem o corpo ligeiramente alongado e a coloração pardo-escura.

Ninho

A entrada do ninho da Abelha-Limão apresenta protuberâncias de cerume, que são abertas pelas operárias, no período da manhã, e fechadas, ao anoitecer. Na saída do ninho, há vários pitos, em forma de dedos, mas apenas um está ativo. Esta é uma tática de defesa contra predadores, como formigas, entre outros.  Se o pito de saída desta abelha for destruído, logo em seguida outro começa a surgir, pois a Abelha-Limão gosta de várias opções de saída.  Como esta abelha vive do roubo, os pitos alternativos são um indício de que ela realmente é uma ladra, pois são um meio de fuga.


Mel

O mel produzido pela Lestrimelitta limao é considerado tóxico e perigoso, se consumido pelo homem, em razão das secreções tóxicas das glândulas mandibulares dessa abelha.

Comportamento cleptobiótico

Lestrimelitta limao é considerada uma abelha pilhadora ou cleptobiótica, ou seja, saqueia os ninhos de outras espécies para retirar o mel, o pólen e a cera, armazenados nas colmeias alheias.  Isso porque as operárias da Abelha-Limão não possuem corbícula, órgão localizado na tíbia posterior para o transporte de pólen e de outros materiais utilizados na estrutura do ninho. Ao saquear outras colmeias, essas operárias liberam substâncias voláteis, produzidas por suas glândulas mandibulares, que confundem a comunicação entre as abelhas da colmeia hospedeira, provocando a sua dispersão. Assim, as pilhadoras conseguem saquear os ninhos, levando o produto do saque, nos seus papos, até os seus próprios ninhos.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Que diferença isso faz?



Que diferença isso faz?









Esta é a história de um escritor que morava numa praia tranquila, junto a uma colônia de pescadores.

Todas as manhãs, ele passeava à beira-mar para buscar inspiração, e, à tarde, ficava em casa escrevendo.

Um dia, caminhando pela praia, viu um vulto que parecia dançar.

Ele foi ao encontro desse vulto e ao aproximar-se, encontrou um menino pegando as estrelas-do-mar da areia e jogando-as, uma por uma, de volta ao oceano

Porque está fazendo isso? - perguntou o escritor.

Você não vê? - disse o garoto - A maré está baixa e o sol muito quente. Elas secarão com o calor, vão morrer se ficarem aqui.

Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas por elas. Você joga umas poucas de volta ao oceano . . .Que diferença isso faz? - indagou o escritor.

O jovem pegou mais uma estrela da areia, jogou-a no mar, olhou dentro dos olhos do escritor e disse:

-Para essa . . .eu fiz diferença.

Não importa se o que estamos fazendo vai resolver todos os problemas do mundo. O que interessa é que estejamos fazendo sempre o nosso melhor. Isto é fazer diferença.

Este conto foi um dos que me espiraram no início do Gaaia,foram anos de ações na Montanha Botucaraí,desde seus deslizamentos(2009 e 2011),inúmeras semeaduras de palmitos e sementes nativas diversas, mas principalmente a colocação de lixeiras itinerantes que sempre teve uma enorme eficiência na Sexta feira Santa, evitando que um volume grande de lixo ficasse na trilha do Botucaraí.






Colocando as lixeiras doadas pela Secretaria de turismo, em um sábado chuvoso mas que em nenhum momento desanimou os amigos Marcos e Alcione; e também agradeço a Eletrotec por colaborar desde 2009 em qualquer ação no Botucaraí, durante estes sete anos passados tentávamos colocar lixeiras definitivas na trilha do Morro Botucaraí, este ano com o apoio da Prefeitura de Candelária conseguimos, é uma medida simples mas muito importante para o turismo no Morro.













Dicas de um mateiro.


Quem acompanha os mateiros,aventureiros, guias... sabe que adoramos fazer trilhas. Sejam as mais leves, que levam à algum visual magnifico, até aquelas que exigem mais esforços e aquelas que nos recompensam ao chegarmos em uma cachoeira incrível. Todas nos proporcionam momentos com a natureza, fazendo bem ao corpo e à mente.


Pensando nisso, resolvemos fazer uma lista com dicas essenciais para quem está começando a se aventurar por trilhas leves, médias ou Radicais. Vale ler para não passar por apuros e poder aproveitar ao máximo cada momento em contato com a natureza:


*- Pesquise (fale com alguém que à fez antes) sobre a trilha que deseja fazer. Se for a sua primeira trilha, é bom que tenha grau de dificuldade leve. Se não se sentir seguro, vale a pena convidar um guia, um amigo,não vá sozinho.


*- Leve somente o necessário na sua mochila. Lembre-se que a mochila vai ficando mais “pesada” na medida que caminhamos.


* - Para não correr o risco de se perder, tenha sempre com você o celular; um mapa e GPS é para locais distantes.



* - Não esqueça de levar lanterna. Mesmo que você vá fazer a caminhada de dia, é importante se prevenir e ter sempre uma lanterna com você.Muitas vezes voltei a noite por imprevistos...


* - Repelente sempre! Você estará em meio à natureza, onde existem muitos insetos. Se for alérgico, é ainda mais importante! Não é legal ficar se coçando durante todo o caminho…




* - Roupas leves e calçado adequado. Para trilhas mais longas, sugiro apostar nas botinhas específicas para trekking, que possuem melhor aderência para esse tipo de caminhada. Tênis com solado novo também pode ser uma boa opção.



*- Roupas leves e calçado adequado. Para trilhas mais longas, sugiro apostar nas botinhas específicas para trekking, que possuem melhor aderência para esse tipo de caminhada. Tênis com solado novo também pode ser uma boa opção.

* - Alongue! Para evitar lesões e dores musculares no dia seguinte, é muito importante alongar antes e depois da trilha.

* - Hidrate-se! Levar garrafinhas de água ou um isotônico é essencial. Apesar de deixar a mochila pesada, você vai precisar se hidratar durante o caminho.

* - Leve lanchinhos leves para repor as energias! Barrinha de cereal, sanduíches, biscoitos salgados e chocolate são boas opções.



* - Tenha sempre um casaco ou anorak (casaco corta vento) na mochila. No alto da montanha, o clima não costuma ser muito ameno, com muito vento, principalmente no outono e inverno.E se anoitecer você estará prevenido.


* - Para registrar o momento, leve somente o necessário. Principalmente nas trilhas que envolve água, onde o cenário é de muito lindo mas pode danificar o equipamento, leve o mínimo necessário de equipamento fotográfico.

* - Se você não tem experiência, vá acompanhado. Se preferir trilhar sozinho, avise amigos e parentes do seu destino.

* - Deixe o ambiente como você encontrou. Preservar a natureza para que ela possa continuar nos proporcionando momentos únicos é essencial. É triste ver lixo jogado nas trilhas, faça a sua parte.

* - Respeite o próximo. Trilhas reservam sentimentos únicos, de paz e contato com a natureza. Não fale alto e nem faça brincadeiras desnecessárias. As pessoas gostam de se sentir em paz.



Tenho agora um cuidado maior em horários, equipamentos, enfim; em 2010 fiquei em apuros quando revolvi descer o Botucaraí pelo lado norte, calculando que a descida seria um pouco mais do tempo da descida normal, mas foram cerca de três horas, sendo que em duas escureceu e eu não tinha luz,não tinha bussola. Ainda bem que levei meu celular e meu senso de localização;foi uma dificuldade entre os esporões de galo e as crisiúmas, mas consegui contornar o entorno do Morro Botucaraí e chegar no Carro, por isso que alguma dica é importante.


Marcelo/Grupo Gaaia