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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Candelária, 05 de Junho de 2014.


Candelária, 05 de Junho de 2014.

Dia Mundial do Meio Ambiente,

Blá, blá, blá... 


 




Eu vejo pássaros, plantas e animais maiores como quatis, jaguatiricas, graxaim, gato do mato, enfim, toda a fauna que sempre habitou nossas matas. Por anos estão sendo extintos ou isolados em pequenas manchas verdes cercadas de cidades e lavouras por todos os lados. Um bom exemplo para nós é o Botucaraí.



Nosso senso maléfico para equilibrar isso está funcionando?!


O sentimento de “não estou nem aí para o meio ambiente” com certeza está superando aquele sentimento preocupado de como estamos tratando o ambiente onde vivemos; mas e aí! Perdemos todos! Não tem vencedor!Só terá perdedores!


É um adeus invisível, mas sensível. Sem árvores, nossas fontes estão secando, silenciosas, vítimas da erosão provocada pelo desmatamento.


Um adeus invisível, mas sensível aqui no sul, onde a mata atlântica é literalmente desfolhada, como é feito em todo o País, mas aqui ela não é só desfolhada ,ela é desmatada, “desbroméliada” ,“desbriófitada”,“desavifaunizada”, “deslenhada”,“desanimalizadas
de uma forma normal e com aval.


Para quem viveu nos anos anteriores a 50 e 60, desmatar aqui na região era necessário e essa cultura ficou impregnada no sangue da nossa gente e isso passou de geração em geração até os tempos de hoje; tudo isso juntando com uma região fumageira, que necessita de lenha para a secagem do fumo, por muitos anos a mata atlântica foi queimada sem controle.


Já nos últimos anos as fumageiras não permitem mais usar a lenha nativa para a secagem do fumo, mas ainda é queimada “clandestinamente “junto com a lenha de eucalipto.


Mas a onde?

Lá naquelas propriedades de difícil acesso!


E o orientador das fumageiras não faz o seu papel de orientá-los?

Diz que faz!


Lenha nativa de onde?


Lenha tirada raleando a mata nativa, bem devagar, não invisível em parte, mas sensível.


Hoje na formação de novas lavouras, a mata atlântica só não é mais afetada porque boa parte da mata fica em locais de difícil acesso para lavouras, e o declive ou aclive é muito acentuando dificultando o plantio e a retirada de lenha nativa.


Um ponto importante para o recuo dos “desmatadores” foi às imagens via satélite que estão cada vez mais precisas; agora com a nova atualização Google, novas versões dos GPS, qualquer um pode vistoriar locais desmatados, comparar anos anteriores, em fim estamos evoluindo para um só pensamento, preservar!


Um dos grandes problemas gerados com esta falta de mata nativa, mesmo reduzida e muito fragmentada, estima-se que na Mata Atlântica existam cerca de 20.000 espécies vegetais (cerca de 40% das espécies existentes no Brasil), incluindo diversas espécies endêmicas e ameaçadas de extinção. Com a falta de alimentação os animais saem dos fragmentos de mata com isso estimula o extinto caçador do “sulino”, tanto de alçapão quanto de espingarda são caçadores vorazeis, em pouco tempo ceifam a vida de animais por “................”.
 



Levando a que? 


À que sentimento?!



Um sentimento de superioridade? Talvez!


Meu pai foi caçador, tenho amigos caçadores, mas até hoje pelo o que eu consegui entender; isso tudo é feito por diversão!?




Marcelo/Gaaia.