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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Tem guabijú no Botucaraí.

O guabijú é popularmente conhecido como:

Guabiroba-Açú, Guabiju-Açú, Guabira-Guaçu, Guajaraí-da-Várzea, Guavira-Guaçú.




Guabijú (myrcianthes pungeng) é uma árvore de grande porte que chega medir entre 15 a 20 m de altura. As flores são brancas, e os frutos são arredondados e de coloração roxo-escura quando maduros.




É uma planta muito cultivada em pomares domésticos, principalmente na região sul do país, desde São Paulo até o Rio Grande do Sul, onde é nativa. Suas folhas são pequenas, de uma coloração verde profunda. Suas flores são melíferas, ocorrendo entre outubro e novembro. Sendo uma árvore muito utilizada na arborização urbana e rural. Os frutos amadurecem de Janeiro a Fevereiro, são comestíveis e muito saborosos; para mim lembra o sabor da jabuticaba.



Características:


No Rio Grande do Sul ocorrem, principalmente, nas bacias dos Rios Uruguai e Jacuí. É freqüente nas matas ciliares no Oeste do Estado. Esta frutíferada mata atlântica apresenta crescimento lento e pode atingir altura em torno de 20 metros e diâmetro de até 60cm. Produz abundantes frutos saborosos que são importantes para a alimentação da fauna. Suas flores são brancas e surgem de setembro a novembro. O tronco é levemente áspero e marrom acinzentado. A casca é lisa e pouco espessa. O fruto contém de uma a duas sementes grandes, envolvidas por uma massa açucarada aromática. Quando amadurece, nos meses de janeiro a março, é de cor roxo-escura e de casca grossa. É uma árvore tipicamente do interior da floresta.






imagem sempre vista na trilha do Botucaraí em janeiro e fevereiro! 
No Morro Botucaraí, centro do estado do Rio Grande do Sul igualmente como acontece com as guabirobas que margeiam toda a extensão da trilha, onde avifauna faz a festa,  quase sem perceber os guabijuzeiros também margeiam a trilha em maior quantidade, isso também acontece do lado norte do Botucaraí, onde fazem a festa não só as aves, mas os mamíferos em geral, o vestígio de micos e roedores no local é enorme.



Utilização:


A madeira é de coloração avermelhada, pesada, muito elástica e de longa durabilidade, sendo utilizada para cabos de ferramentas, obra de torno, marcenaria e construção civil. Suas flores são melíferas. É adequada para fins ornamentais, pois quando plantada, isoladamente, forma bonita copa arredondada. Fornece ótima sombra e é muito atraente para a avifauna que se alimenta de suas frutas, tanto no chão quanto no pé.

O melhor fruto silvestre da região sul ficou raro de achar ele nativo dentro da mata, devido à utilização de sua madeira muito resistente, isso acontece desde os indígenas que utilizavam para caça, fabricando lanças e outros utensílios, até provavelmente muitas lanças utilizadas na Guerra dos Farrapos pelos lanceiros (algumas poderiam ter sido fabricadas com madeira do guabijú), devido o crescimento retilíneo de sua madeira e sua resistência; depois a produção agrícola necessitou de madeira resistente para cabos de ferramentas como enxadas, foices, machados e diversas outras; passaram-se décadas depois vieram os tornos das fabricas de moveis que necessitavam de madeira resistente, mas enfim o guabijú resistiu e com isso manteve a avifauna alimentada e garantiu nossa deliciosa geléia matinal.


Onde plantar:


Preferencialmente em locais onde receba algum sombreamento; e um lugar estratégico para observar as aves.





Curiosidades:


• Em Tupi-guarani o guabiju é conhecido como Ygua-pi-ju, que significa fruto-da-casca-rija; mas muito saboroso.





Meu pequeno aventureiro