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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Desequilíbrio ecológico com bando de pomba-de-bando!


                          Desequilíbrio ecológico com bando de pomba-amargosinha.

 A pomba-de-bando ou pomba-amargosinha Zenaida auriculata, também conhecida como juriti-carregadeira é uma ave que costuma viver de forma coletiva, em bandos relativamente grandes. Sua dieta é constituída basicamente de grãos e prejudicam diretamente áreas agrícolas, especialmente cultivo de arroz, soja, trigo e sorgo. Por ser uma ave originalmente campestre, o desmatamento facilitou o seu crescimento populacional e distribuição geográfica demasiados, chegando nos últimos anos a se adaptar ao ambiente urbano, infiltrando-se paulatinamente em cidades de médio e grande porte; onde aqui no centro do Rio Grande do Sul é visível seu crescimento populacional, como a cidade de Cachoeira do Sul. 

Na cidade de Cachoeira do Sul pela manha observamos inúmeros bandos sobrevoando e pousando na cidade e outros tantos vindos das lavoras e apenas passam pela cidade e também inúmeros casais de pombas de bando individualmente se alimentam e fazem seus ninhos pela cidade, isso não é um problema preocupante só para cachoeira do sul,Candelária a praticamente 3 anos atrás nem tinha pomba-amargosa agora sua população cresce visivelmente a ocorrência e abundância desta ave (Zenaida auriculata) pode repercutir em problemas na agricultura e saúde pública. 



Com relação ao histórico da ave, os primeiros registros de colônias permanentes são de 1967,1968, nos cafezais e canaviais do centro do País. Os registros em 1970, observou-se o fim da ocupação dos cafezais pelos grupos de pomba-amargosinha(Z. auriculata) e aumentando nos canaviais.

Os canaviais, que constituem uma vegetação extensa e homogênea, acabaram por substituir a vegetação rala da Caatinga (típica de regiões semi-áridas). Os canaviais, dispostos em fragmentos (ilhas) no meio das áreas de cultivo de grãos, servem de local para proteção e reprodução dessas colônias de amargosa, juntamente com o alimento disponibilizado pelas áreas de cultivo, oferecendo perfeitas condições para o aumento populacional de pombas.

Em novembro de 1975, com o surgimento do Pró-álcool, que visava atender as necessidades do mercado interno e externo e da política de combustíveis automotivos, fez com que técnicas errôneas das queimadas para a limpeza da cana e a pouca produção de grãos teve por conseqüências a migração dos bandos para todo o Brasil, procurando locais com alimentos e abrigo.


Como a pomba-de-bando se adapta em qualquer local facilmente, por isso espalhou-se por todo o país, com sua particular característica de construir seu ninho diretamente no chão, mas é mais comum que o construa um arbustos, palmeiras ou ate mesmo no forro de telhados. O ninho é um amontoado de gravetos tão ralo que as vezes é possível ver os ovos através dele. Não é de se estranhar que tantos ovos e filhotes caiam derrubados pelo vento ou pela chuva. Geralmente são criados 2 ou 3 filhotes por ninhada. Estes são alimentados por ambos os pais e deixam o ninho dentro de duas semanas, por isso sua população cresce tão rapidamente. 

É provável que esteja deslocando espécies nativas das cidades; particularmente muito tenho observado um declínio na população da rolinha-roxa ( Columbina talpacoti ),rolinha- cinza e um aumento visível na população da pomba-de-bando.

Tendo como base os três fatores relacionados ao uso da terra que desencadeiam a explosão populacional da ave, nota-se que a formação de bandos são estratégias evolutivas para a sobrevivencia,dai a pomba-de-bando e o alimento estão diretamente ligados a grandes fontes alimentares,água em abundância e praticamente se predadores naturais que é o caso desta pomba.

Com a extinção e a diminuição de seus predadores naturais, bem como o fim de seu habitat natural , também a matança dos felinos nativos como a jaguatirica,gato-do-mato, das aves de rapinas como as corujas,falcões e os gaviões , em fim todos os predadores que poderiam controlar a população de pombas-de-bando, estão  sendo caçados descaradamente. Este é o tal desequilíbrio ecológico!

Ex: A explosão populacional da pomba-de-bando já acontece visivelmente em varias cidade do Brasil, aqui no Rio Grande do Sul em Cachoeira do Sul já é preocupante, só quem observa a quantidade de aves no céu pela manha, fica espantado, mas não se dá conta que elas podem serem transmissores de varias doenças tanto para nós humanos quanto para criações (avicultura); também aqui em Candelária o aumento das pomba-amargosa na cidade já é visível, mas o culpado é o ser humano, nos basta apenas reparar nossos próprios erros! 


Marcelo Coimbra da Silva /Grupo Gaaia.





quinta-feira, 22 de novembro de 2012


Sugestões e idéias para a criação do Parque do Morro Botucaraí!


A literatura disponível mostra que as atividades humanas de hoje é uma evidência empírica de que a natureza humana esta arruinando a natureza biodiversa e assim afugenta a esperança de alguns para com a sustentabilidade.


Em 2001, os Parques Nacional da Nigéria gerados cerca de três milhões de dólares através do ecoturismo e entretenimento. Enquanto as aves afetar positivamente as vidas humanas em muitos aspectos do que são conhecidos por muitas pessoas, por exemplo, 21 das espécies de aves encontradas na Nigéria estão enfrentando séria ameaça de extinção ou perda de habitat. A situação é preocupante, como dezenas de espécies que só existem na Nigéria e em nenhum lugar do mundo. Além disso, cerca de 900 espécies de aves existentes na Nigéria, que constitui quase 40 por cento dos cerca de 2200 espécies diferentes de aves que existem na África,colocando assim a Nigéria entre os dez melhores países na diversidade de espécies de aves em afro-tropical região. A pesquisa mostrou também que as aves são bons indicadores de todas as formas de biodiversidade e da saúde do meio ambiente. Agricultores nigerianos na parte norte da Nigéria confiar no movimento migratório de cegonha da Abdim, chamado'' pássaro chuva 'como um calendário natural para definir o movimento no cultivo da terra e época de plantio.

 Este trabalho pretende analisar as leis existentes para a conservação dos recursos da fauna e da regulamentação da gestão de jogo com o objectivo de avaliar o valor sócio-econômico destes recursos naturais do meio ambiente humano, na Nigéria também à as normas internacionais estabelecidas por vários convenções​​. Lá também acontece o impacto de várias atividades humanas, como o uso da terra, desmatamento, biodiversidade, expedições de caça sobre as espécies animais, habitat e do efeito resultante sobre a mudança climática e esgotamento ambiental dentro e fora das reservas.

Por isso temos que nos conscientizar de que temos uma fauna de menor porte em relação a africana, mas muito mais rica em variedades e quantidade de espécies;e também a nossa flora nos possibilita em pouco tempo estabelecermos limites para um parque que logo ele estará pronto para visitação;digo a fauna já se estabelece e pode ser observada.

Algumas sugestões e regras que devem ser cumpridas; mas a criação do parque só será viável com o aumento da areá de seu entorno para a sobrevivência de algumas espécies como o mico Sebus Apella, Gato do mato,Tucano,Surucuá, entre outros que já vive no entorno do Botucaraí. 


Dai Juntamente com uma trilha calçada com bloqueto ao entorno do Botucaraí, também uma escadaria do ponto mais critico de subida do morro cerca de 380 metros da fonte de um total de 620 metros que a trilha possui, isolamento da fonte para podermos consumir a água com segurança e construção de infraestrutura distante da Santa fonte, enfim varias idéias menos aquela utópica da construção de um Teleférico para desfigurar o principal simbolo de nossa cidade,um simbolo sentimental e paleocultural. 

Apresentação das Sugestões e Idéias do Grupo Gaaia para o Parque Municipal do Morro Botucaraí.

A perda da biodiversidade, cuja face mais cruel é a extinção de espécies, este cenário tem despertado maior atenção da sociedade sobre a importância da conservação desta biodiversidade, tema atualmente prioritário nas agendas políticas municipais, estaduais e nacionais como resultado da ação humana, nas últimas quatro décadas já foram extintas mais de 450 espécies de animais. Caso as tendências atuais não sejam revertidas, as projeções mais recentes apontam de números assustadores para as próximas décadas, com isso a criação do Parque caracterizar um período de não extinção da fauna do Botucaraí e também não pondo em risco toda à história do símbolo de nossa Cidade.


O Parque Municipal do Morro Botucaraí é uma excelente alternativa de Conservação e de Proteção da flora e da fauna, que tem como principal objetivo preservar a biodiversidade, a paisagem excepcional e os ecossistemas presentes neste trecho no extremo sul da Mata Atlântica, possibilitando atividades de recreação em contato com a natureza e o turismo ecológico,cultural e religioso.

O Parque Municipal do Morro Botucaraí terá que ser dividido em zonas com diferentes restrições de uso: as zonas de uso intensivo são as que têm menos restrições a atividades de visitação; as zonas de uso extensivo e zonas primitivas têm regras específicas de uso e capacidade máxima de visitantes estabelecida; e as zonas intangíveis, que não permitem acesso aos visitantes e são voltadas exclusivamente para preservação da biodiversidade.


Algumas áreas do Parque oferecem riscos aos visitantes; são pedras escorregadias, animais peçonhentos, entre outros, tudo isso é passíveis de acidentes para os quais os visitantes devem estar sempre atentos. Já para o Parque não se responsabilizar por atos de imprudência,imperícia ou qualquer acidente que aconteça; os visitantes ficarão responsáveis pela própria segurança e de que venha estar conduzindo, devendo observar e respeitar os avisos, orientações e normas apresentadas em um documento de entrada.
                                               ***
De toda a infra-estrutura do Parque Municipal do Morro Botucaraí, duas nós julgamos de suma importância para o real e palpável ato de realmente querer protegê-lo e usufruir conscientemente de seu grande potencial turístico, tanto ecológico quanto religioso.

 A importância do acesso registrado e bem orientado ao parque é 60% dos riscos de depredação, com falta de conhecimentos ou não.
 A importância na orientação e de delimitar locais de acampamento (camping), locais de transito de pessoas, quantidade de transito de pessoas, locais para churrascos, trilhas só usadas por pesquisadores. É de muita importância para a renovação da mata, toda as mudas nativas nascidas no solo da mata fazem sua renovação, onde não deve-se permitir o pisoteio excessivo; onde já vemos na trilha principal um raleio da mata onde já é visível na extensão da trilha, e onde já ocorre grandes erosões à cerca de 308 metros da fonte.
                                              ***
                             Pontos Importantes:
Colocação de um portão com Guarda-parque habilitado, permitindo somente a entrada no Parque Municipal do Morro Botucaraí somente em horários previamente estipulados, que por sugestão seria a entrada 08h00h até 17h00h e saída até as 18:00h; salvo regras para pernoite em locais de camping. 
Será cobrado um ingresso simbólico para despesas do Parque, tanto para entrada do dia a dia do Parque quanto para pernoites, diferenciando turistas de Cidadãos Candelarienses e estrangeiros. 
Será criado locais de acampamentos para camping, churrasqueiras, Banheiros e trilhas não sendo permitido andarem, acamparem em locais fora dos estipulados; onde estarão sujeitos a punições que irão desde uma simples advertência até multa e serem retirados das dependências do Parque ou encaminhados às autoridades. 
O Parque terá que ter ligação direta com a Patrulha Ambiental e Órgãos públicos; fiscalizadores e punitivos para manter a lei e a ordem no Parque Municipal do Moro Botucaraí.
Ficam proibidos acampamentos no topo, trilha ou mata, será criado local para pernoite em barracas, acampamentos diurnos, uma infra-estrutura com churrasqueiras, água, luz e banheiros. 
Na semana Santa não será permitido qualquer tipo de comercio ao redor da Santa Fonte, ficando o local somente para orações, encenações, locais para fazerem suas preces, e descanso; o comercio ficará em local a definir, mais à baixo. 
A respeito da área de seu entorno é de extrema importância o seu aumento, em comparação com o Parque Paleontológico onde os Fósseis estão acomodados no subsolo essa é outra grande riqueza de Candelária, o Parque Municipal do Moro Botucaraí tem sua riqueza em cima do solo, exposto à degradação humana, não sejamos hipócritas de dizer que aqui em Candelária não há desmatamento, caça ilegal, trafico de animais silvestres, por que aos fins de semana acontece por demais; por isso temos que delimitar o Parque, ora por desapropriações,ver pedido de uso copião existente; documentações de áreas em seu entorno.Para nós o Botucaraí chega a ser uma questão mais urgente, não mais importante que o Parque Paleontológico, mas pela exposição realmente é o mais urgente.


Mapear os quatro tipos de áreas de circulação de visitantes: Zona de circulação Intensiva, extensiva, primitiva e Intangível; e repassar para os visitantes todas as regras do Parque Municipal do Morro Botucaraí.
Ano a ano víamos acampamentos no topo, nas trilhas onde cortam arvores nativas e fazem estruturas para barracas primitivas isso realmente compromete toda a renovação de mata, regredindo ano a ano sua renovação.


                                                 ***
SUGESTÕES DE NORMAS DE USO PÚBLICO NAS ÁREAS DE VISITAÇÃO:
• O Parque está aberto à visitação todos os dias da semana. O horário de entrada é de 8h as 17h, devendo ser observados os acesso às trilhas e áreas de camping, mediante a quitação antecipada de ingresso; o horário de saída até as 18:00min, com horário de camping a se estabelecer. 
• Os visitantes hospedados nas áreas de camping podem entrar no Parque até dez da noite, apresentando o recibo de pagamento na portaria, salvo em situações excepcionais previamente autorizadas pela administração.
• Durante o horário de verão o Parque Municipal do Morro Botucaraí terá o seu horário de saída de visitantes estendido até as 18:00h, podendo ser estabelecido outro horário a critério da administração do Parque.
• O ingresso adquirido na sede(portão) dará direito a acesso durante todo o dia,mas com apresentação de documento.
• Os visitantes hospedados nas áreas de camping deverão seguir todos os procedimentos normais, efetuando pagamento de taxas e, quando couber, preenchendo termo de responsabilidade; como todo turista visitante.
• É proibido fazer marcações ou pichações em pedras, árvores ou qualquer outra estrutura do Parque, exceto quando necessário para realização de pesquisa e com autorização prévia da administração do Parque.
• É proibido andar fora das trilhas, abrir e utilizar atalhos.
• Não será permitida a circulação de bicicletas nas trilhas.
• Não é permitido alimentar os animais silvestres.
• Não é permitido usar aparelhos de som no interior do Parque ou produzir sons e estampidos que incomodem os outros visitantes e alterem os hábitos dos animais silvestres.
• Nas áreas de camping, entre 22h e 8h deve ser observado o horário de silêncio.
• Na ausência de guarda-parque não é permitido fazer fogueiras sem prévio conhecimento da direção do Parque; isso para Grupos com autorizações especiais.
• Todo o lixo produzido deve ser colocado nas latas de lixo disponíveis na área de uso público ou recolhido em sacos plásticos e trazido de volta das trilhas.
• Não é permitido fazer churrasco fora das churrasqueiras construídas no Parque.
• Cada grupo de visitantes terá um responsável, ou ele mesmo se responsabilizando por seus atos; ficando o parque isento de qualquer tipo de ações indenizatórias;isso será assinado junto no termo de responsabilidade no portão ou sede do Parque Municipal do Morro Botucaraí.
• É proibida a caça, a coleta e a apanha de espécimes da fauna e da flora, em todas as zonas de manejo, ressalvadas aquelas que objetivem o manejo de espécies exóticas após avaliação e aquelas com finalidades científicas devidamente autorizadas.
• É proibido introduzir (soltar ou plantar) qualquer espécie de animal ou vegetal no Parque.
• Não é permitida a entrada e permanência de animais domésticos ou exóticos (cães, gatos etc.), exceto nos casos previstos na Lei Federal Nº. 11.126, de 27 de junho de 2005 (cães-guia).
• Manifestações religiosas praticadas dentro dos limites do Parque não podem fazer uso de fogo ou deixar qualquer resíduo, sendo proibido o uso de qualquer aparelho sonoro.
• O consumo de bebida alcoólica e de quaisquer outras substâncias consideradas entorpecentes no interior do Parque é proibido.
• É proibido entrar no Parque portando armas, facões, tinta spray, aparelho de som ou outros objetos incompatíveis com a conduta consciente ao meio, salvo quando autorizados previamente pela administração do Parque. Os vigilantes ou guarda poderão solicitar a abertura de bolsas e mochilas e impedir a entrada de tais objetos.
                                               ***
                               Conclusão do Gaaia:
“O Parque Municipal do Morro do Botucaraí tem como objetivo a preservação dos ecossistemas naturais relevantes ao município, a realização de pesquisas científicas, a recuperação de áreas degradadas, o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza também é de grande relevância cultural e religiosa. 
A fim concretizar e comparar a preservação, com estudos feitos na área pela fundação de Zoo Botânica, deverão elaborar novo estudo, visando o manejo ecologicamente adequado e que constituirá o Plano de Manejo do Parque Municipal do Morro do Botucaraí, e a ser incorporado na regulamentação da futura lei municipal, que deverá ser criada para implantação do Parque.
Enquanto não for elaborado e aprovado o Plano de Manejo, todas as atividades e obras desenvolvidas na área do futuro Parque devem se limitar a leis federais, aquelas destinadas a garantir a integridade da fauna e da flora e recursos hídricos ali contido.Que o Grande Arquiteto do Universo ilumine toda e qualquer esforço na criação do Parque municipal do Botucaraí.”
                                             ***
       Marcelo Coimbra da Silva/Grupo Gaaia Candelária-RS

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Candelariense membro da bancada da motosserra!

                                Voltando a ativa; cutucada no conterrâneo!
No mundo de hoje não temos tempo de refletir sobre o que acontece em nossa volta, muitas vezes achamos que os fatos mostrados na TV, Internet, revistas e jornais são fatos distantes de nossa realidade local, como também muitas vezes são ignorados por falta de interesse sobre o assunto, contudo é importante mantermos a atenção,para um dos assuntos um tanto banalizado nos últimos tempo,  a preservação.







Vejo Deputados que pedem votos aqui na região, estufando o peito para falar mal da preservação; dizem que preservar é tirar terras da a agricultura, já tem os números decorados para discursar, já se empolgam e dizem que são as ONGs! As ONGs que atrasam o crescimento do País;francamente meu conterrâneo!

Com isso devo citar alguns fatos que ocorrem a olhos vistos no ecossistema local; mais precisamente no centro do estado do Rio Grande do Sul; aqui em Candelária cidade de minha infância, quem observa vê a diminuição do volume da água em arroios e rios , eu naturalmente, quando tenho contato com estes arroios vejo a diferença da profundidade,volume,limpidez, poluição; faço uma viagem no tempo de  trinta anos até a realidade de hoje; principalmente porque que este Morro no Rincão dos Barreiros é o local onde  nascem  dois arroios, e dezenas de vertentes que logo adiante formam córregos reforçado o volume de água dos mesmos e outros arroios adiante.
Daí voltando um pouco no tempo, recordo que nos anos 80 teve uma grande seca mais precisamente em 1985, onde em minha casa morreram varias bergamoteiras, onde uma delas eu até tinha um balanço, isso eu não esqueço!
Uma das principais nascentes ao lado do Rondinha, um córrego sem nome que passa ao lado do Parque de Eventos e ajudava a fortalecer o volume de água do Rio Pardo; onde perto da sua principal nascente, sempre andávamos por dentro dele, hoje  está seco! Naquela época não secava no verão, lembro das férias do Colégio, era um arroio forte, com um bom volume de água; sei que também naquele tempo em toda a extensão dele havia mata ciliar, e  também o Morro acima, todo ele era coberto por mata nativa, Morro este que resguardava e infiltrava águas para estas nascentes citadas, não existem mais a riqueza dos charcos de água que tentávamos atravessar e ficávamos  atolados com os ki chutes no barro, depois tinha bronca com a mãe em casa!
 Mas, contudo tem Deputado federal meu conterrâneo, que defende a diminuição da mata ciliar, quem eu queria ver passar sede, mas ainda levará algum tempo para a escassez total da água potável; mas duas coisas eu vi!  Muita hipocrisia e o líder da bancada da motosserra procurar uma sombra para que a sua caminhonetinha não fique no sol; zomba da ignorância do povo, assustando-os.Dai  joga  o agricultor  contra a preservação, dizendo que isso garantirá a produção, principalmente a irrigável, se diz o salvador,mas não fala de que forma conseguiu 3 mil hectares em São Borja,e ele fala: ”mas eu preciso do teu voto”, não é assim que ele fala?
 Sempre é importante saber que a agricultura sem água é nula, e qualquer esforço em conserva – lá é de muita valia. E direta ou indiretamente estamos também defendendo o agricultor, onde sabemos que as condições econômicas e sociais da agricultura brasileira estão em decadência, pequenos proprietários e agricultores familiares  produzem com área restrita, onde o fumo é sua única saída. A modernização da agricultura brasileira tende a favorecer a diversificação só na teoria, a participação dos agricultores é relativa, o agricultor participa, mas sabe que não terá apoio técnico gratuito em sua propriedade; onde está  deveria ser  a verdadeira briga dos políticos garganteadores, aquela que diminuiria o valor dos insumos,incentivaria a diversificação concreta, entre outras.

Falamos somente da falta, mas água também é um fator que sofreu influência da modernização da agricultura, contaminada pelo uso de fertilizantes, adubos inorgânicos e agrotóxicos, muitos responsáveis pelo monitoramento em nossos rios locais , argumentam não ter encontrado leitura estatística representativa sobre o índice de agrotóxicos em nossas águas. Isso comprova o descaso com esse problema, talvez por uma questão política ou por faltas de normas e instituições que não se importam com os  Impactos decorrentes da modernização da agricultura “com agrotóxicos importados do Paraguai e Uruguai”.







 Deputados interesseiros sumam, e que o político sério permita que a agricultura cresça dentro de outra ótica e que as pessoas tenham uma melhor qualidade de vida. Ao falar da inviabilização do sistema produtivo pela deterioração das condições dos agricultores, onde nunca podemos esquecer de quando éramos levados pela lábia do sistema político local, onde sempre os prejuízos ficam para o produtor.



                                 Marcelo Coimbra da Silva- Grupo Gaaia Candelária - RS


domingo, 14 de outubro de 2012

Matança consentida e autorizada!




Durante 4 meses me deparei com centenas de troféus pregados nas paredes dos galpões,troféus estes que não deveriam dar orgulho a ninguém, mas pelo que percebi;fazem questão de contarem tal fatos como forma de se auto promoverem como excelentes atiradores;onde o troféu é o couro do animal estaqueado na parede. O nosso ecossistema florestal desaparece diariamente com matanças diárias da grande fauna como a jaguatirica,gato do mato ,quatis ,bugios ,micos , pacas,cutias, veados e tucanos; os resquícios de mata sofreram tantas perdas que a Mata Atlântica está além de ameaçada,sua fauna e flora está sendo dizimada e extinta diariamente aqui no Centro do Rio Grande do Sul.
Para alguns aqui no Sul à conhecemos por “mato se valor ”, mas é conhecida mundialmente por Mata Atlântica; Abrangendo uma variedade de habitats florestais tropicais, a partir de florestas secas de florestas úmidas de mangues costeiros, a Mata Atlântica, uma vez esticada para cima e para baixo costa do Brasil, e cobriu partes do Paraguai, Uruguai e Argentina. Hoje, sobrevive em grande parte em pequenas áreas degradadas e áreas protegidas.
Para entendermos por que as áreas degradadas só aumentam; o pensamento é simples:
1º-Para que mais mato?
2º-Bah,no tempo do meu avô tinha menos mato do que hoje!
3º-Para que bichos? Temos que ter lugar para plantar, por isso derrubamos o mato!
4º-Os macacos estragam todo o meu milho, por isso eu tenho que matá-los!
5º-Bicho é para ser caçado!
6º-Eu caço na minha terra e quero ver alguém me proibir, e também planto e a onde eu bem entender a terra é minha!










Conclusão: “Este é o pensamento que predomina aqui no centro do estado do Rio Grande do Sul, criou-se uma certa ignorância com a falta de educação ambiental,tudo isso se agrava com a falta de fiscalização tão visível aqui no centro do estado mais precisamente nas regiões serranas; por ter sessenta por cento das espécies ameaçadas de extinção estão na Mata Atlântica. Devido estas séries de ameaças as espécies em pequenos fragmentos ficam cada vez menores.”




Embora a Mata Atlântica sempre teve a agricultura e os agricultores como seus maiores vilões; poucos se preocupam em fiscalizar um ecossistemas únicos, que abrigam um grande número de espécies encontradas em nenhuma parte mais na Terra.

Embora resta muito pouco, a Mata Atlântica deveria ter órgãos que realmente fizessem o controle de; registro para madeiras tropicais, expansão urbana e rural, o desmatamento para a agricultura e bicombustíveis, coleta de carvão, desmatamento para criação de gado, caça e caça esportiva, e o isolamento simples e pequeno tamanho de muitos dos fragmentos florestais têm colocado a Mata Atlântica em um verdade estado de crise.

Nas últimas décadas as organizações de conservação e governos começaram a reconhecer a importância dos e as pesadas perdas já incorridas pela Mata Atlântica. Uma série de projetos ambiciosos estão em andamento, incluindo reflorestamento grandes partes da terra, mas tem ainda de ser um ponto de viragem na degradação. Até à data, a cada ano um pouco mais da Mata Atlântica desaparece.

Duas das maiores cidades do mundo, São Paulo e Rio de Janeiro, foram ambos construídos sobre a Mata Atlântica. Crescente expansão urbana e rural tem cortado em bolsas remanescentes de floresta.


PERFIL DA BIODIVERSIDADE DA MATA ATLÂNTICA.


Apesar de haver tão pouca floresta, a Mata Atlântica permanece extremamente rica em biodiversidade e espécies endêmicas, muitas delas ameaçadas de extinção.

Novas espécies continuam a ser encontrado na Mata Atlântica, de fato, entre 1990 e 2006, mais de mil plantas floridas foram descobertas novas A área tem ainda rendeu novas espécies de primatas.
Um bom exemplo é o rato arborícola brasileira: Desaparecido há mais de 100 anos, esta espécie foi considerada extinta até recentemente, quando um número de indivíduos foram avistados. Na verdade, apesar de estar fora do radar dos biólogos durante um século, o rato arborícola brasileira (Rhagomys rufescens) é agora conhecido por habitar áreas mais do que qualquer um poderia esperar: ele é classificado como Quase Ameaçado. No entanto, teme-se que a sua população está em declínio devido ao desmatamento.











As ameaças de hoje à Mata Atlântica são muitas e variadas. Uma vez que a floresta estende ao longo de quatro países e abrange uma grande variedade de tipos de floresta, áreas diferentes têm ameaças muito diferentes.

Desmatamento de florestas para a agricultura, tanto industrial e de pequena escala, continua sendo uma das maiores causas para o desmatamento. Grandes lavouras da região permanecem café e açúcar. Vastas florestas também foram liberados para a criação de gado e plantações de eucalipto.

A expansão urbana de algumas áreas, fazem com que destruam bolsões de Mata Atlântica e também a proximidade de grandes áreas urbanas também apresenta problemas de poluição. Fora das áreas urbanas, cidades rurais e lavouras estão se expandindo também.

Para as espécies em fragmentos florestais remanescentes, a caça esportiva e a caça ilegal é um problema em algumas áreas. A pobreza é um problema em muitas partes da Mata Atlântica e as pessoas, desesperadas, tanto para alimentos e combustíveis, estão explorando os pequenos bolsões de floresta.


Consciência de conservação veio à tona em muitas partes da Mata Atlântica, além disso há uma série de novas iniciativas para proteger as florestas remanescentes e até mesmo o congresso regrediu votando leis que incentiva o desmatamento. No entanto, o sucesso de tais projetos continua a ser visto. Enquanto isso, a floresta continua a ser perdida e espécies continuam a ser extintas.


O gato-maracajá (Leopardus wiedii)






Saudades do Carlos Minc, quando ministro do Meio Ambiente do Brasil, onde disse que o governo pretende restaurar a Mata Atlântica a 20 por cento de sua cobertura original, o que exigiria o reflorestamento de uma estimativa de 150.000 quilômetros quadrados, maior que o dobro da cobertura florestal que sobrevive até hoje; era um plano ambicioso, mas justo em relação aos benefícios que a mata atlântica nos traz em relação a água; onde é nossa protetora das nascentes, arroios, rios. Onde Deputados insistem em avançar cada vez
mais, fazendo a agricultura produzir praticamente dentro dos arroios e rios!Certamente este texto terá sua devida clareza quando da falta do nosso bem maior para a sobrevivência que é a água, e também o desequilíbrio das espécies, aumentando certos tipos de insetos por falta de seus predadores naturais, que equilibravam suas quantidades;evitando tornarem-se pragas para nossa agricultura.





Marcelo/ Grupo Gaaia.  




domingo, 19 de agosto de 2012

Fauna do Morro Botucaraí.




Gaturamo-bandeira no Botucaraí.






O gaturamo-bandeira é uma ave passeriforme da família fringillidae. Esta ave é conhecida por possuir as cores da bandeira brasileira, o que lhe valeu o apelido de bandeirinha. Seu canto é fraco, vocaliza constantemente e possui um canto curto e repetitivo.




Há alguns anos estamos observando mais raramente ao redor do Morro Botucaraí; seu desaparecimento já é notado por observadores aqui da região; podemos ver em algumas fotos e o vídeo, como o casal se comporta na obtenção de materiais para a construção do ninho. Veja que a fêmea é a que trabalha mais, mas o macho sempre há acompanha de perto; veja no vídeo que ela tenta desprender os liquens da arvores para a construção do ninho.



Como a Saíra Sete Cores, é muito colorido, apresentando as cores da bandeira do Brasil, embora seu canto não possua nenhum atrativo. É conhecido também por Bandeirinha. Se alimenta de frutinhas da mata. O ninho é redondo, ficando escondido dentro de penachos de coqueiros ou de bromélias onde em média põe de 2 a 3 ovos que são chocados por 17 dias.





No norte este passarinho é muito perseguido pelos índios, que usam suas penas como enfeite, e também pelos passarinheiros, que o colocam em gaiolas só pelo colorido.


Características:



Mede cerca de 10 centimetros e pesa 13 gramas. Os machos de tais aves têm as cabeças, gargantas e pescoço verdes, dorso, boa parte das asas e uropígio azuis, ventre amarelo dourado, enquanto as fêmeas diferem pela barriga esverdeada, uma mancha azul triangular somente na nuca, asas totalmente verdes.





gaturamo-bandeira macho.



Características de alimentação!



Frutinhas da mata, pequenas larvas, folhas e também néctar. Aprecia a erva-de-passarinho, planta frequente nas cidades.



Hábitos


Seu canto é fraco, vocaliza constantemente e possui um canto repetitivo.



Casal de gaturamo-bandeira


 Ocorre da Bahia e Minas ao Rio Grande do Sul e Paraguai. E filmado 19 de agosto de 2012 no Morro Botucaraí em Candelária-RS,futuro Parque do Morro Botucaraí.




Marcelo Coimbra da Silva/Coordenador do Grupo deApoio, Ações e Idéias Ambientais.

domingo, 24 de junho de 2012

Somos a espécie dominante; nem Deus nos detém! "Assim pensam os lideres mundiais."


Somos a espécie dominante; nem Deus nos detém! "Assim pensam os lideres mundiais."

Tínhamos um fio de esperança na esfera federal ,mas fiquei decepcionado com o resultado da Rio+20 .Não,para ser sincero esta sendo uma tendência mundial acharmos que somos superiores a Deus;começo por minha cidade, aqui em Candelária e região no Centro do Rio Grande do Sul, o setor habitacional constrói em áreas de risco(ao lado de rios,arroios, encostas),não respeitam locais que enchentes já deixaram inúmeros desabrigados, sabendo que a tendência de enchentes é aumentar;mas o pior é que liberam os licenciamentos, a tal municipalização de licenciamento , virou um modo fácil de arrecadar ;pagando tudo pode,vamos ver se na hora de remover os desabrigados, o” canetaço” será tão rápido.


Enquanto isso no Rio de Janeiro, no encontro da raça superior “os humanos” aqueles que só pensam em lucros o documento final da Rio+20 foi aprovado dia 22 de junho, sem alterações pelos chefes de estado e será oficialmente adotado por mais de 190 países. O texto foi finalizado no dia 19 e, em tese, poderia sofrer mudanças nesta fase, o que não ocorreu.


O documento final não faz menção à criação de um fundo de US$ 30 bilhões, financiado majoritariamente por países ricos, para arcar com ações de sustentabilidade no mundo. Há apenas um comentário genérico sobre o fato das nações mais ricas terem mais responsabilidades com o meio-ambiente.


Ambientalistas, esta palavra virou pejorativa, entre tais sabedores de tudo, quase “deuses” aqueles que defendem com unhas e dentes seus setores elegedores, financiadores, empregadores,etc.

Açude seco no inverno?

Os ambientalistas estão sofrendo preconceitos em defender uma causa nobre, sem interesses financeiros, tentam abrir os olhos da sociedade para problemas ambientais, que nos afetarão em curto prazo; onde é visível à diminuição do volume de água ano a ano sem preocupação de algumas pessoas que realmente já tem o poder nas mãos e não fazem o certo para nosso futuro; onde a mata ciliar é a 1° defesa de nossas águas,tornando- as mais ralas,e estreitas sentiremos logo seus efeitos. 

no setor agrícola,com certeza a agricultura não é a mesma que no tempo de nossos avós , onde lançávamos as sementes e a chuva vinha na hora certa raramente tinha seca,o clima era previsível, com as suas particularidade em cada estação.




Açude seco no inverno?
 

Ninguém é louco em não valorizar o setor que nos alimenta, mas tem gente que faz questão de fazer os dois setores não entrarem em acordo, mas convenhamos nos municípios colocam secretaria do meio ambiente só de fachada para obter recursos federais, e não aplicam para tal fim. Certamente, é justo sim aplicar os recursos em projetos agrícolas, mas recursos destinados para agricultura.


Fico desanimado quando vejo nos jornais da região, propaganda eleitoreira enganando os pequenos agricultores, lançando projetos maravilhosos com apoio desta ou aquela instituição. Aqui lançaram dezenas! Só alguns se beneficiam e não vejo nenhum em funcionamento.


Mas eu falava da dificuldade de produzir nos tempos de hoje, temos que armazenar água no verão e no inverno veja nesta foto do dia 24 de junho, inverno; temos ainda falta de água, isto está se tornando comum.

Açude seco no inverno?


Rio Pardo seco! 

Quando falamos em efeito estufa não damos a devida importância para o assunto, temos uma errada sensação de que este efeito da ocupação humana nunca irá nos atingir, é sempre o outro que se importe! A outra pessoa, o outro País, o outro Continente, mas somos um só Planeta; tudo que nele fizermos de uma forma ou de outra sentiremos na pele alguma conseqüência a curto ou longo prazo.

Sonhamos com um pensamento unificado no futuro,que a agricultura seja apoiada e conduzida sabiamente para mantermos nosso Planeta habitável, só temos que deixar à arrogância, o orgulho e a ganância de lado; e substituir por um sentimento honesto para com o próximo, a agricultura e o meio onde vivemos.


Marcelo Coimbra da Silva, Coordenador do Grupo Gaaia.




Dependemos totalmente do clima, e o clima é o meio em que vivemos;não temos como fugir das consequências.


Poderiamos mudar estes pensamentos com!
 Educação Ambiental na escola, dai começariam a consientizar desde sedo sobre sistemas hidrológicos, de proteger o solo, descutindo a instabilidade climática, os recursos renovável e a diversidade biológica, como manter o equilíbrio natural do meio ambiente, promovendo o turismo de observação de animais, criação de oportunidades de emprego, tecnologia e educação.


quarta-feira, 21 de março de 2012

Cascata da Ferradura em Candelária-RS

                               

Cascata da Ferradura em Candelária-RS










“Estou preocupado com a degradação das matas na região serrana de Candelária, assim nesta rapidez de desmatamento, as cascatas e arroios logo desaparecerão, como já acontece com boa parte da fauna”.Marcelo







e agora quem poderá fazer algo contra isso?





A Mata ciliar sendo cortada criminalmente!




A Mata ciliar.






Mata ciliar, é a mata que fica ao redor de um manancial, arroio, rio, protegendo-o contra: erosões e inundações, além de não deixar que o rio sofra terraceamento, pois não deixa que a terra que se localiza acima do rio, caia nele.Mata ciliar, vegetação ribeirinha, vegetação ripária ou vegetação ripícola é a designação dada à vegetação que ocorre nas margens de rios e mananciais. O termo refere-se ao fato de que ela pode ser tomada como uma espécie de "cílio" que protege os cursos de água do assoreamento. Elas estão sujeitas a inundações frequentes.

Qualquer que seja o tipo de atividade ou empreendimento urbano e rural sempre acarreta modificações ambientais. Podendo ser de caráter irreversível ou temporário.
A extração de areia nos rios, o gado tendo acesso a uma nascente ou arroio, provoca graves danos como a Turbidez da água, assoreamento e em alguns casos, até mesmo o desvio de um rio, a diminuição do volume de água e o secamento de nascentes.
A exploração de areia nas margens dos rios passa, a médio prazo, a provocar inundações, águas paradas e todas as suas conseqüências, como proliferação de insetos e doenças; como já é visível nos rios da região central do Estado do Rio Grande do Sul.
Dentre os impactos causados pela criação de animais dentro de sangas, arroios e nascentes, enumeram-se os seguintes:




• Alteração na qualidade da água, com o pisoteio excessivo; outro fator é a construção de pocilgas (chiqueiros)na beira recursos hídricos, uma vez que a grande maioria dos depósitos de esgoto na zona rural são os arroios,onde nunca são fiscalizados.
• Supressão de vegetação - Provocada, também, pela operação dos equipamentos, pela disposição do material extraído e dos rejeitos e pela circulação de veículos. É porem, reversível se houver manejo adequado da vegetação existente no local.
• Modificações na mata nativa e do solo - A atividade extrativa de madeira acarreta mudanças nas características do solo, diminuindo o seu grau de compactação, aumento de exposição ao sol e mudanças na ordem pluviométrica, acarreta o assoreamento também aumentando a Turbidez da água.

• Turbidez das águas. Turbidez é definida como sendo a resistência que a água oferece à passagem de luz, que é causada por sólidos em suspensão finamente divididos na água.













A Turbidez, que é apontada como sendo um dos mais graves danos, que além de entupir a guelra dos peixes escurece a água, não permitindo a passagem de luz solar debilitando a vida aquática e acarretar custos adicionais no tratamento de águas de abastecimento.

Por isso fiquei preocupado com o aumento da Turbidez da água do arroio Roncador onde situa a Cascata da Ferradura, nos últimos anos.







• Interferência sobre a fauna. - A remoção de vegetação, a modificação na estrutura do solo, o aumento ou a introdução de arvores exóticas, a circulação de caçadores, entre outros fatores, provocam a evasão ou alteração no hábito da fauna no entorno de arroios. Um fato observável, quando a observação de fauna ocorre em zonas pouco povoadas é visível o aumento de animais, por isso deve ser criado refúgios como RPPNS em cada localidade que assegure a sobrevivência desta fauna ameaçada.







• Contaminação pôr óleos e graxas. – Acontece tanto na zona rural quanto na urbana quando o equipamento é manuseado de maneira inadequada, ainda por falta de manutenção do equipamento, a existência de vazamentos e a falta de medidas preventiva afim que não haja lançamentos de resíduos nos leitos dos cursos d’água. Esse tipo de contaminação como os agrotóxicos das lavouras e o esgoto jogado direto a arroios, rios trazem sérios danos ambientais ao ecossistema, como exemplo mais claro tem-se o desaparecimento e mortandade de peixes.

• Alterações no tráfego de animais agora. - Indubitavelmente havendo um decréscimo no fluxo do trafico agora, só assim teremos a certeza que só remediaremos o problema das extinções que acontecem aqui no sul e em todo o Brasil,caminhamos na mata aqui na cascata da ferradura em Candelária por 2 km e não vimos uma ave se quer, lembro que à 15 anos atrás isso era bem diferente, víamos dezenas de espécies em poucos metros.
• Geração de conflitos de uso dos recursos minerais. - O solo, a água e o ar têm seus diversos usos definidos de acordo com os hábitos locais. Deve haver uma busca constante de compatibilização dos usos dos mesmos com as atividades extrativas de areia, mata nativa, mata exótica. Etc..
• Alterações no nível do lençol freático. - O processo de extração de madeira nativa afeta indireta e diretamente que atingem o nível do lençol freático podendo acarretar a “subsidência do terreno” - acomodação de terra em leitos de arroios, rios colocando em risco, construções próximas ao local; com a inativação de poços de captação de água no entrono de local de extração de madeira, onde a água das chuvas não mais infiltram diretamente para o lençol freático, e sim só escoam superficialmente e pior levando boa parte do solo junto.




.A seguir são citadas medidas consideradas preponderantes para a vialibilizaçaão de empreendimentos extrativos dentro de uma ótica de sustentabilidade ambiental.


Criação e proteção de áreas de preservação permanente



Quando ocorrer a degradação de áreas desse tipo, deve-se definir um projeto de recuperação vegetal, dando preferências as espécies nativas. O que pode de certa forma estimular também a recuperação da fauna do local.
Para que ocorra a recuperação vegetal, por conseguinte a recuperação da fauna recomenda-se a instalação de um viveiro de mudas, de preferências nativas, que serão usadas na revisitação de taludes e da área degradada pela atividade.


Manejo da Fauna

A captura, o trato e a reintrodução de espécimes da fauna local permitem uma reabilitação mais rápida da área degradada.
Os resíduos sólidos inerentes às atividades humanas e embalagens de óleos, graxas e outros, serão encaminhados ao serviço municipal ou comercializados para serem reciclados, ou ainda enterrados em local que não possam contaminar o solo e lençol freático. Nunca jogados diretamente no solo ou no curso d’água.


Marcelo Coimbra da Silva/Grupo Gaaia