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terça-feira, 26 de abril de 2011

Futuro Parque Municipal do Morro Botucaraí.




Se não houvesse outra forma de conservação além da designação de parques e reservas, em seguida, muitos de nossos animais e plantas que já desaparecem rapidamente. Reservas,Parques, florestas protegidas por lei(APPs) por fazer uma contribuição significativa para o esforço de conservação total em muitos países. O objeto dessas reservas muitas vezes parece ser contrária aos interesses dos animais silvestres, mas na verdade eles são um porto seguro para muitos animais selvagens. O caçador tenta eliminar certos animais e vê no Parque um sinal de alerta para que ele cometendo um ato ilícito deste ele pode arcar com as consequências agora um pouco mais severas.
 Dai ele se vê,e parece entrar em conflito com os princípios de conservação. No entanto, uma série de benefícios da vida selvagem do porto seguro oferecido para  evitar a caça, e os animais , muitas vezes viver melhor é não sermos predadores.



Mais que unidade de conservação,deve ser uma:


"unidades de conservação de proteção integral,"

O grupo de maneira simples vem tentando ajudar a manter a mata do morro Botucaraí sem resíduos da ocupação humana com pequenas ações uma delas seria que na semana santa mais precisamente na sexta feira santa, onde turistas da região se deslocam em forma de procissão pessoal ou em grupo subindo o morro; onde lá pedem ou pagam uma graça alcançada.
Vimos por muitos anos os turistas jogarem lixo ao longo da trilha, não totalmente por culpa deles mas porque nunca teve lixeiras na trilha e principalmente no pé do morro onde a prefeitura tira lucro, com o aluguel para comerciantes na sexta feira santa.
 Onde tais comerciantes vendem de tudo, desde bebidas, imagens sacras, CDs e DVDs tudo mesmo; daí não tendo onde seus compradores colocar as embalagens, ficando como única alternativa jogar no chão; salvo uma exceção que teve a iniciativa de dispor a seus clientes lixeiras e recolheu todo o seu lixo deixando-o ensacado(Escoteiros de Candelária )


Resolvemos pelo menos diminuir a quantidade de lixo jogado na trilha, jà o lixo jogado na trilha onde no ano de 2010 foi de 40 kg nós evitamos que ficassem ao longo da trilha.



 Já este ano 2011,no dia 22 de abril evitamos cerca de 40 kg de novo, lixos recicláveis como latinhas, garrafas pet, plásticos em geral, vimos neste ano uma diminuição pela a metade de fiéis no morro, mas a quantidade de lixo continuou a mesma pela trilha; tivemos uma ajuda de catadores de latinha que durante todo o dia retiravam as latinhas das lixeiras, alguns tinham cuidado de deixar as lixeiras como a encontraram outros não!


Ficamos felizes de ouvir rumores que dizem estar se concretizando um sonho antigo de tornar o Botucaraí em uma unidade de conservação, apesar de não concordar, tenho certeza que será bem melhor do que está, acho que unidade de conservação não agrega nada além da conservação do que já tem.








Deveríamos aumentar a área em seu entorno, tendo em vista se tratar não só de área de conservação permanente (APPs), mas de um local de proteção integral.

 Veja parte da lei:
“A Lei 9.985/2000 dividiu as unidades de conservação em dois grupos, as unidades de proteção integral e as unidades de uso sustentável, cada um com objetivos específicos legalmente definidos".


Neste trabalho, cuidar-se-á das unidades de conservação de proteção integral, que têm por objetivo "preservar a natureza, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais, com exceção dos casos previstos nesta Lei" (Lei nº, artigo 7º, § 1º).


Dando continuidade ao seu ânimo classificatório, a Lei 9.985/2000 (artigos 8º e 14) nominou os tipos de unidades de conservação que fazem parte do sistema nacional. Do lado das unidades de proteção integral são cinco: Estação Ecológica, Reserva Biológica, Parque Nacional (ou Estadual ou Municipal), Monumento Natural e Refúgio de Vida Silvestre.”





Já no Art. 16. A Área de Relevante Interesse Ecológico é uma área em geral de pequena extensão, com pouca ou nenhuma ocupação humana, com características naturais extraordinárias ou que abriga exemplares raros da biota regional, e tem como objetivo manter os ecossistemas naturais de importância regional ou local e regular o uso admissível dessas áreas, de modo a compatibilizá-lo com os objetivos de conservação da natureza.


§ 1o A Área de Relevante Interesse Ecológico é constituída por terras públicas ou privadas.


§ 2o Respeitados os limites constitucionais, podem ser estabelecidas normas e restrições para a utilização de uma propriedade privada localizada em uma Área de Relevante Interesse Ecológico.


Uma construção muito importante e uma escadaria com corrimão, que facilitaria a subida de turistas mais idosos que sempre tiveram uma vontade de conhecer o Morro Botucaraí no topo, turistas que acham perigoso subir com crianças. Seria uma escadaria de ferro de 620 metros isto já é visto no Parque da Cascata do Caracol em Canela, que protegeria a trilha contra futuras degradações,como já e notório aproximadamente no meio da trilha o assoreamento já acontece a tempo, não sabemos até quando a trilha aguentará sem um outro deslizamento.


Seria maravilhoso podermos subir o Botucaraí, sem muita dificuldade, podermos ter o mínimo de uma infra-estrutura como lixeiras, placas de informações, nenhum lixo pelo chão, nenhuma arvore cortada, alguém para fiscalizar, não permitindo levar bromélias, orquídeas e fiscalizar a caça de animais silvestres, como acontece.







Pelo segundo ano que colocamos lixeiras (removíveis) no Morro Botucaraí, para evitarmos que fiéis joguem lixo pela trilha como acontecia em anos anteriores. Já na parte de baixo onde fica a Santa fonte não foi colocado lixeiras, onde os visitantes não tendo outra opção, a não ser jogar pelo chão.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A dependência do fumo eu vivi de perto.

A dependência do fumo (eu vivi de perto)
Agora que a poeira está baixando poderei comentar alguns fatos noticiados pelos meios de comunicação. Li em jornais e escutei pessoalmente de amigos e pessoas desconhecidas que tinham uma visão bem ampla sobre as restrições da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as quais tratam da adição de substâncias viciantes no cigarro. Só para esclarecer: tais substâncias também são adicionadas em chocolates; o tabaco do tipo Burley é a principal fonte de tais aromatizantes. No início das discussões, ou melhor dizendo, da imposição de uma só verdade, foi dito que sem o tabaco a economia do Rio Grande do Sul nunca mais se recuperará. Francamente!

Por durante décadas se criou uma dependência tão grande do fumo na região que certamente, só de escutar falar na diminuição das plantações de tabaco, muitos produtores rurais já se assustam. Essa dependência eu vivi de perto porque meu pai foi plantador de fumo. Mas ele também plantava mandioca e milho para alimentar porcos, galinhas e algumas vacas leiteiras; não precisava comprar carne, frango e leite no mercado como vejo diariamente acontecer. É, tem produtor que vem lá do interior buscar o que poderia estar produzindo em sua propriedade. O pior de tudo é que no tempo em que meu pai plantava, se fazia tudo na base da capinadeira (um tipo de arado de tração animal com várias pás que se passava por entre as vergas do fumo, do milho, da mandioca, do arroz de sequeiro) e depois se capinava tudo. Lembro que chegava a levar semanas para deixar tudo pronto. Quando terminava tinha que iniciar tudo de novo porque as ervas daninhas estavam novamente crescendo. Agora tem a tal de enxada mágica, que se passa sem muito esforço e não se tem trabalho algum. Basta comprar um dessecante foliar, popularmente conhecido como “Round Up”(esse foi o pioneiro) e que pode ser aplicado em todos os tipos de lavouras. É óbvio que assim o agricultor teve um enorme ganho de tempo e ganhou facilidade para manejar outras culturas. Só que mesmo assim quer ficar dependente do fumo. Recentemente, um vereador disse numa rádio local que tais restrições ao tabaco só intensificariam o contrabando e que a economia candelariense é muito dependente do tabaco. Então legisladores? Ao invés de pedirem patrolamento para esta ou aquela localidade, que tal mudarem essa agricultura local com projetos simples e palpáveis. Dou uma sugestão a vocês: criem um projeto de lei que autorize o município a contratar um engenho agrícola e uma equipe que faça de graça os estudos de potencial de cada propriedade, para assim iniciar a diversificação de culturas.

Tem muita gente para defender o tabaco, mas nenhuma fala de seus reais interesses. Uns defendem os lucros de suas lojas, outros seus votos ou entidades. Até eu assinei o abaixo-assinado contra as restrições da Anvisa. Meu nome e meu CPF estão entre as 360 mil assinaturas. Não sei como, mas estão. A pressão das fumageiras para aumentar o número de fumantes é tamanha, que um amigo fez uma entrevista de emprego outro dia em que lhe perguntaram: “Mas porque você não fuma?”. Não é para menos. Não faz muito tempo, uma multinacional viu no Uruguai sua marca ter queda de 40% nas vendas. Naquele país, o ex-presidente Vásquez conseguiu implantar medidas que levaram 115 mil pessoas deixar de fumar, diminuindo em 17% o número de infartos do miocárdio. Só quem tem um ente querido na família doente ou já falecido sabe a dor e o sofrimento que o tabagismo pode causar através do câncer. O álcool é terrível, mas no outro dia ainda se tem esperança... Sei que é difícil toda essa mudança na agricultura, mas algum dia terá que haver. Também sei que em curto prazo e sem investimentos na propriedade nada bate o fumo em lucro e rapidez de produção. Por isso, diante das técnicas disponíveis, de nada adiantará substituir a cultura se não for criado também um órgão que apoie tecnicamente o pequeno agricultor.
 Quem sabe uma revitalização da Emater, que luta como pode para fazer crescer a diversificação de culturas. 

“Que Deus ilumine a intenção e o desejo de cada um e isso se torne força para deixar de fumar”.

Marcelo Coimbra da Silva Coordenador do Grupo de Apoio, Ações e Ideias Ambientais (Gaaia) de Candelária/RS