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domingo, 26 de setembro de 2010

A Fé na Sanidade Humana.


                                  A Fé na Sanidade Humana
      Eu passei toda minha infância, sempre em contato direto com a natureza, cresci assistindo filmes de Safáris na África, grandes desmatamentos pelo Brasil.
      Na época, tudo isso era normal, os Safáris estavam na moda, era uma corrida atrás do maior elefante,Leão ou Búfalo, o qual se tornaria um troféu na parede e para ele uma satisfação pessoal. Aqui no Brasil não era diferente, só era pouco divulgado na época, mostravam bastante o desbravamento das matas, como na época a transamazônica.
      Com o passar dos anos, tudo foi se transformando, a tecnologia andou a passos largos, mas alguns conceitos ficaram; mas alguns ainda arcaicos, não podendo deixar responsabilidades na mão dos estados, vai ser como dar uma faca para uma criança. Deixar os estados com a competência de conceder licenciamento ambiental, vai ser grande o aumento do desmatamento. Vão destruir os 47% da mata Atlântica restante aqui no Rio Grande do Sul. A mentalidade dos estados é produção a qualquer preço.
      Falo o que vejo no dia-a-dia aqui em Candelária e região;lavouras à beira de arroios, desmatamento de encostas, desmatam e empilham dentro da mata, local à onde os fiscais nunca chegam, pois certamente só passam nas estradas, deveriam fiscalizar nas propriedades. Se fossem procurar, achariam desmatamentos de mata ciliar e encostas de até 50 graus de declividade, mas realmente nem querem ver, ouvir ou quanto menos tomar alguma providência.
       A Sanidade Humana terá que prevalecer agora no senado, senadores, não será discursos de deputados aqui na região Sul que mudará o código florestal, pontos cruciais que não podem mudar, que colocaram milhares de espécies da Fauna e da Flora em risco. Pontos como: licenciamento feitos por os estados,mata ciliar com apenas 15 metros de largura. Um deputado ruralista falou na câmara no dia 29 de Junho, que ONGs como WWF, SOS MATA ATÂNTICA e outras seriam financiadas por este ou por aquele, e daí!
        Não me venha dizer que tentarmos proteger o nosso meio ambiente, é uma coisa irrelevante, passou aquele tempo de informação limitada à poucos, o jovem de hoje sabe a importância e o valor da natureza para nossas futuras gerações.
Marcelo/GAAIA Candelária-RS.


Até parece que é reversível a extinção.


                 Até parece que é reversível a extinção.
 Animais extintos não mais voltam a vida, até parece que é reversível a extinção de uma espécie animal ou vegetal. Falando de necessidades de espaço para plantações, uma vez lavoura não volta mais a ser mata, pelo menos não aquela mata, com uma biodiversidade, que equilibra todo o ecossistema.
          Temos que tratar as matas como fontes não renováveis de energia; de modo que certos deputados e senadores não estão pensando à agricultura para o futuro,isso é preocupante.Pensam em avançar cada vez mais para dentro das matas,para cima das encostas, sei lá se é uma atitude sana ou insana;mas não consigo entender as justificativas para isso, mas vejo que são muitas. Partiremos do princípio que as justificativas dos desbravadores das matas estejam corretas, sem pensar nas conseqüências  desmatamos tudo, então surja uma lei de livre  desmatamento, para fazerem com suas propriedades o que vocês quiserem, digamos que tudo isso leve 50 anos, tiramos como exemplo aqui em Candelária. Os morros todos sem matas, as propriedades continuam sem espaço, um pai que criou dois filhos, 20 hectares em 20 anos terá dividido com seus filhos e os filhos em 20 anos dividirão novamente, isto é um ciclo preocupante. O crescimento da população nos preocupa, devem-se pensar outras formas de expandir as lavouras. Digo melhor,expandir o conhecimento e o lucro das pequenas propriedades sem afetar o meio ambiente, que no futuro próximo, o desmatamento não nos trará nenhum benefício, mas sim prejuízos incalculáveis tanto em catástrofes naturais, extinção de espécies e falta de água potável.
       Vejo alguns deputados nos últimos dias com pronunciamentos falando de toda essa preocupação sobre o novo código florestal. Preocupação essa que não só pelo meio ambiente,e sim pelas consequências que apareceram no nosso dia à dia,falam que tudo isso só é fomentado no País pelas organizações não governamentais como WWF, SOS Mata Atlântica, mentira! Vejo tudo isso acontece aqui no interior do Rio Grande do Sul e o grupo GAAIA não tem influência de ninguém, não é financiado por ninguém e vê o desmatamento, tráfico de animais, caça, levando várias espécies da Flora e da Fauna para uma extinção sem volta. Vejo pequenos agricultores na região da Serra aqui em Candelária que tem uma preocupação com o meio ambiente de encher os olhos; rezo que em um futuro próximo todos pensem assim, senão seremos nós os próximos condenados à extinção. Certamente,céticos que lerem duvidarão!
Mas se falássemos que as queimadas lá do Mato Grosso lançariam cinzas e fumaça aqui no RS,os céticos também não acreditariam;e aconteceu!
O novo código desperta vereadores ignorantes que em uma conversa informal falou em colocar o Beira Rio à baixo,por ter sido construído irregular a beira do Guaíba;também folou que 5 metros seria mais que o suficiente para a mata ciliar,comparando até as matas norte americanas sem nem saber o que significa biodiversidade.Santa ignorância,foi uma conversa para ver como Candelária é bem representada;fracamente!
Marcelo/GAAIA Candelária - RS  

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A insanidade do comitê especial

A insanidade do comitê especial

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Os deputados da bancada ruralista, agora também conhecida como bancada da motosserra, com esta gana pelo desmatamento, estão alvejando seu próprio pé. Se dizem defensores dos pequenos agricultores, mas tenho certeza de que defendem os grandes produtores de arroz e soja. Pois são justamente esses que, com o passar dos anos, serão os mais prejudicados se o Senado aprovar só 15 metros de conservação da mata ciliar. Inicialmente a proposta era de 7,5 metros, depois passou para 15. Isso é insignificante, todavia, temos senadores sensatos que obviamente pensaram o Brasil como um todo, sabem os problemas que pode criar para o futuro a não criação de certas defesas da água. A mata ciliar é a primeira defesa de nossas águas. Tornando-a mais rala e estreita sentiremos logo seus efeitos. É notório que para os produtores 15 metros a mais ou a menos não farão faltar terras para plantar, não passarão fome como certos deputados insistem em falar.

Mas para o meio ambiente, 15 metros são de grande valia para a conservação dos leitos onde, sabidamente, produtores de arroz necessitam de muita água para planta. Deveriam ser os grandes defensores do meio ambiente, pois tiram dele seu sustento. Arrozeiros, em sua grande maioria, necessitam de água proveniente de arroios, rios. Já com as leis anteriores víamos uma crescente diminuição da profundidade dos rios e arroios. Mais precisamente aqui na região, no Rio Pardo, Botucaraizinho, Rio Pardinho e Jacuí, o assoreamento é visível. Não é problema só dos rios, mas principalmente dos pequenos arroios que formam esses rios, nas nascentes. As alterações propostas pelo deputado Aldo Rebelo darão carta branca para os produtores de fumo desmatarem até os limites, quem sabe além deles, por necessitarem de lenha a baixo custo para suas safras. Com isso, acarretarão maiores assoreamentos por não terem uma medida decente idealizada pelo poder público para proteger a mata ciliar.

Passou aquele tempo em que se ganhava voto no susto. Vejo deputados atacando ONGs dizendo que esta ou aquela são financiadas por estrangeiros, mas não assumem que são contra a preservação. Até eles sabem que a consciência ecológica é crescente e os filhos de produtores têm mais informação que seus pais tinham anos atrás. Também inguém é insano para não dar valor à agricultura que sustenta nosso Planeta. O jovem rural sabe que, para produzir bem e com qualidade, devemos produzir integrados com a naturteza, procurando manter o mais intacto possível nosso meio ambiente.

Acho que os parlamentares que ficam em seus gabinetes não percebem o enorme prejuízo que irão causar para a natureza, tentando mudar pontos cruciais do Código Florestal como deixar os estados fazerem os licenciamentos ambientais, a mata ciliar só com 15 metros de largura, e outros pontos que irão interferir em nossas vidas em pouco tempo.

Não entendo o porquê desta sede de desmatamento que a bancada da motosserra insiste em impor, não pensando no futuro. Todavia, dizem que faltará terra para plantar, dizem que terá milhares de agricultores passando fome se aprovado o novo código. Eu digo que não. Passar fome sim, mas com essa política de querer desmatar por desmatar, deixando o pequeno agricultor com rios assoreados, sem água, num futuro próximo virão os resultados. Sou até um pouco pessimista, se todos tivessem o mesmo ideal de conservação, daí em diante não seria o suficiente para diminuir as catástrofes naturais como enchentes, temporais, secas. Para a agricultura será cada ano pior, caros senadores. Os parlamentares têm que pensar sim em tecnologias e formas de produzir que proporcionem para o pequeno agricultor mais renda e mais recursos técnicos e tecnológicos, principalmente  premiando a conservação do meio ambiente.



 Marcelo Coimbra da Silva/Coord. do Grupo de Apoio, Ações e Ideais Ambientais (GAAIA) – Candelária/RS