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domingo, 29 de abril de 2018

Fauna do Botucaraí...


Tatu Galinha





Mão Pelada

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Montanha Botucaraí; a verdadeira história do Cerro Botucaraí...

                   
 Morro Botucaraí; a verdadeira história do Cerro Botucaraí



É considerado o morro isolado mais altos do Estado, com uma altitude de 569,63m em relação ao nível do mar.É a montanha testemunha do rebordo do Planalto Meridional Sul-Brasil,(60 milhões de anos atrás).Esta região estava abaixo do mar ... E a vegetação atual, surgiu no Holoceno a 8.000 A.P., quando a o clima ficou mais quente e úmido, dando condições para o desenvolvimento da Floresta Subtropical no sul do Brasil.


Diante de tantas lendas criadas sobre o Botucaraí, muitas vezes fico sem jeito de explicar para os turistas da região, sobre o que tem de verdade nestas lendas, como o próprio nome diz são lendas, apenas lendas. Serviu muito para diminuir acampamentos no topo que depredavam, quer dizer; ainda depredam, espécies da flora nativa que são essenciais para a proteção do topo.






Está história do monge Agostini e a mais aceitável: 


“O monge Giovanni "João" Maria D'Agostini, era imigrante italiano e residiu em Sorocaba (São Paulo), mudando-se em seguida para o Rio Grande do Sul, onde viveu entre os anos de 1844 e 1848 nas cidades de Candelária, no morro do Botucaraí, e Santa Maria, no Campestre. Introduziu nessa região o culto a Santo Antão, que é considerado o “pai de todos os monges”, cuja festa continua até os dias atuais, comemorada em 17 de janeiro. A região do Campestre passou a ser chamada, desde então, de Campestre de Santo Antão.
Sua prisão foi decretada em 1848, pelo General Francisco José d’Andréa (Barão de Caçapava), mediante o temor de levantes e concentrações populares que começavam a ser comuns naquela região, ficando o monge proibido de voltar ao Rio Grande do Sul. Refugiou-se na Ilha do Arvoredo (SC), depois em Lapa (PR), na serra do Monge, e em Lages (SC), desaparecendo misteriosamente em seguida.
Os historiadores defendem que o monge João Maria morreu em Sorocaba, em 1870. No entanto, informações presentes em dois livros publicados recentemente apresentam o roteiro de João Maria de Agostini após deixar o Brasil em 1852: depois de viajar pela Argentina, Chile, Bolívia, Peru, México e Canadá (amalgamando vida eremítica com missão religiosa), ele percorreu o meio-oeste americano até se instalar no estado do Novo México, aonde foi assassinado em abril de 1869. Seu corpo está enterrado na cidade de Mesilla, fronteira com o México.”
 Fonte:( KARSBURG, Alexandre. O Eremita das Américas: a odisseia de um peregrino italiano no século XIX. 1 edição. ed. Santa Maria: Editora da UFSM, 2014. ISBN 978.85.7391.201-2. Thomas, David G.. Giovanni Maria de Agostini, Wonder of the Century: The Astonishing World Traveler Who Was A Hermit. [S.l.]: Doc45 Publishing, 2014.)





Esta outra história é a mais absurda, o topo não tem caverna e ninguém morreu no Botucaraí, veja a estória:


"Há na cidade  de Candelária, um morro muito alto chamado morro Botucaraí. Conta a lenda que por volta do ano de 1850, um grupo de adolescentes resolveu escalar o morro e acampar no seu topo. Saíram bem cedo e o dia estava muito bonito.

Começaram a escalar o morro, mas quando estavam mais ou menos na metade da escalada um deles disse ouvir passos, pensaram eles que fosse mais alguém escalando o morro e prosseguiram. De repente o tempo foi fechando e sem nenhuma explicação começou a chover muito forte. Como o grupo não podia voltar subiu até o topo pra esperar a tempestade parar.

Quando chegaram no topo, algo mais terrível aconteceu. Na caverna que ficava no topo os garotos procuraram abrigo e ficaram até a noite lá esperando incansavelmente a tempestade passar.

Quando amanheceu só um dos garotos estava na caverna. Os outros haviam sumido misteriosamente. Conta a lenda que esse garoto q ficou sozinho, ficou no topo do morro procurando seus amigos e nunca os encontrou. Toda cidade fez buscas pelo morro e nunca encontrou os outros garotos. Esse garoto sobrevivente ficou tão transtornado q nunca mais desceu do morro e se tornou o lendário monge do morro Botucaraí. Ele jura que as noites seus amigos desaparecidos visitam ele no topo do monte.É considerado um dos morros isolado mais altos do Estado, com uma altitude de 569,63m em relação ao nível do mar. Sua história é muito bela e repleta de componentes místicos e de lendas. Desde épocas imemoráveis, era adorado pelos indígenas que em torno dele viviam.Os tupi-guaranis chamavam-no ybyty-caray, que, na sua linguagem, queria dizer Monte Santo. No fim da primeira metade do século anterior ao passado, viveu no local um eremita de nacionalidade italiana e de nome João Maria de Agostini. O monge ganhou fama de curar os enfermos, usando a força de sua fé, as virtudes milagrosas da flora existente no Botucaraí e da água que brota cristalina e pura na base do cerro. Marcas profundas foram deixadas na alma da gente simples que habitava a região, tanto que, até hoje, em cada Sexta-feira Santa, multidões buscam o morro para pagar suas promessas, subindo ao seu cume e bebendo água da fonte "santa".
                  Fonte: http://ummilhaodemetros.blogspot.com.br/      www.sobrenatural.org


Tenho certeza que sensatamente documentos da época, e trabalho de pesquisa, mostram melhor a história do que lendas:

Parte de documentos...



"Do documento do Campestre, João Maria cita a nomeação de doze zeladores – número que alude aos doze apóstolos de Cristo - e dispõe sobre as regras para eleição e conduta do procurador, emprego das esmolas e procedimentos a serem observados durante a procissão de 17 de janeiro. Destaca-se a interdição do consumo de “bebida de licores”44 nos eventos na capela e festejos. No fecho do texto, consta o nome “João Maria d’Agostinho Solitario
Eremita do serro do Campestre de Santa Maria da Boca do Monte e do serro do Botucarahy, de 1849”45, seguido da assinatura “joannes mã de agostini, Solit. erem. de botucaray”46.

Após confrontar as assinaturas do monge, conforme constam das instruções do culto à
S. Antão no Campestre e do registro de estrangeiros de Sorocaba, Cabral concluiu se tratar do mesmo personagem.”


“A quantidade de pessoas e, sobretudo, a tendência de algumas permanecerem no local, foi questão crucial para mobilizar o governo da província. Poucos anos haviam se passado do término das agitações da Revolução Farroupilha (1835-1845) e as autoridades, visando preservar a ordem, não viram com bons olhos o ajuntamento de pessoas, na maioria devotos reunidos não por ação da Igreja, mas por obra de um estrangeiro com fama de homem santo. Precavido, o General Soares de Andréa não aguardou a conclusão do relatório sobre as águas santas e tomou providências para expulsar João Maria da província. A decisão, possivelmente exarada antes do retorno do monge ao Cerro do Botucaraí, foi vista por alguns observadores
como um ato proveniente do temor de que o ajuntamento de devotos no Campestre se convertesse num “foco de fanáticos perigosos.” Fonte- http://repositorio.unb.br/
                              Aqueduto e Morro Botucaraí


Marcelo-Gaaia 2018...














domingo, 20 de agosto de 2017

Critica, sugestão e observação...











A observação de aves é uma atividade que, se desenvolvida de forma adequada, pode gerar benefícios significativos para a cidade ou região, além de ser importante instrumento de sensibilização da população local para as questões ambientais. Atualmente, os observadores de aves, também chamados de birders ou birdwatchers, tornaram-se o maior grupo de observadores de vida silvestre do planeta e o que mais cresce nesse setor. Somente na Inglaterra, estima-se que haja mais de um milhão de observadores de aves, mercado organizadamente controlado por agências baseadas em Londres especializadas em oferecer produtos para esse público.


Quando uma localidade opta por desenvolver o turismo como atividade econômica, está tanto se propondo a capitalizar divisas quanto somando responsabilidades em relação à conservação do ambiente e da manutenção da qualidade de vida de sua população; como alternativa de lazer ou de tempo livre, o turismo deixa de ser apenas uma ‘atividade’ para ser um ‘espaço’ qualitativamente diferente e superior, que pode proporcionar novas informações aos sistemas social e cultural e promover novas atitudes em relação ao ambiente onde se desenvolve.







Estruturalmente, o turismo no Morro Botucaraí pode ser visto como um sistema composto por conjuntos que se inter-relacionam: conjunto das relações ambientais (social, cultural, econômico e ecológico), temos uma riqueza que muitos queriam, e não damos valor.


O planejamento do espaço turístico do Botucaraí permite com um baixo investimento,uma melhora considerável na imagem do turismo de nossa Cidade, onde turristas se deslocam de Cidades como Imigrante, Santa Maria,Santa Cruz,Salto,Sobradinho, Porto Alegre,Minas,Alemanha etc... Achando que encontrariam no Morro Isolado mais alto do Estado o minimo de infraestrutura, isso eu presencio direto e isso certamente propicia uma imagem desfavorável para Candelária.







O que o turrista pede na Trilha:


* Mais segurança; com corrimão em local muito ingrime.

Do meio da trilha em diante, poderia ser colocado uma espia fixada no meio da trilha para dar segurança de quem desce e quem sobe, fixada não nas arvores mas em tubos de ferros concretados, simples mas eficaz.


*Trilha mal conservada.

De um total de 620 de trilha até o topo, uns 300 metros poderiam ser calçados com bloquetes, fazendo uma trilha de 300 m por 1,50 m gira em torno de 10 mil, o inicio da trilha é bem criticado, pode ser feito escada com os bloquetes,resolveria os tombos acorridos.







*Faltam placas contando a História do Monge


Todos que vem perguntam sobre a História de João Maria de Agostini,deveria ter um mural informativo sobre ele e informações sobre o Morro,como também um informativo sobre os outros pontos turísticos do município e mapa da Cidade.




*Falta pelo menos um quiosque simples


Falta pelo menos um quiosque com churrasqueiras e banheiros, simples, rustico só para evitar o constrangimento das mulheres de ter que fazer suas necessidades no mato.



Voltando a falar das aves:



Uma das muitas, e das mais belas aves que sempre é avistado na trilha do Botucaraí é o surucuá, seu número aumenta em locais que tem Bromélias e águas corrente, provavelmente são locais de refúgio e reprodução de anfíbios;seu petisco favorito.


Nos primeiros meses do verão, é difícil não vê-los e escutá-los, seu canto é próprio e parecido com latido de cão, você escuta duas melodias, uma contínua por algum tempo e outra curta, mas é só no período de acasalamento, depois o Surucuá volta a ser uma ave silenciosa na mata.


Avisto sempre:


Toda vez que vou recolher o lixo das lixeiras da trilha, sempre avisto ou ouço belas aves algumas imagens abaixo mostram o grande potencial do Morro, como local de observação.

A criação de outra trilha que circularia um pouco a parte oeste, onde já existe uma estrada antiga, que nos anos 70 era usada na extração de toras que hoje seriam centenárias, hoje fazem falta para a história da flora da Montanha.Está nova trilha seria para quem quer fazer a caminhada matinal,é um local plano e dentro da mata.


Veja apenas 12 das cerca de 200 espécies que por ali gorjeiam:


 
alma de gato



Arapaçu escamoso



Saíra viúva


Caburé

Tucano do bico verde


Sabia cica


Saíra sapucaí


Choca da mata


Sanhaço Cinzento


Tovaca Campainha

Borboletinha do Mato



Pariri